Riscos emergentes na auditoria contábil: prepare-se para 2026+
O novo cenário da asseguração exige mais do que técnica, exige antecipação.
O ambiente empresarial de 2026 é um território em mutação constante.
As fronteiras entre finanças, tecnologia e regulação estão se dissolvendo, e com isso, os riscos de auditoria ganham novas dimensões.
Fraudes digitais, IA generativa, dados descentralizados e critérios ESG estão transformando a forma como auditores analisam, testam e reportam.
Na BSTM, entendemos que a auditoria do futuro não será apenas mais automatizada, ela será mais interpretativa e preditiva.
Antecipar riscos é o que diferencia um auditor técnico de um auditor estratégico.
Do risco clássico ao risco invisível: a nova matriz da auditoria
Historicamente, o risco de auditoria sempre foi entendido como a combinação entre:
Esses três pilares permanecem válidos, mas
estão sendo reconfigurados pela realidade digital.
Hoje, o risco não é apenas “material” — ele também é informacional.
Um ERP integrado à nuvem, por exemplo, pode automatizar reconciliações contábeis, mas também aumenta a exposição cibernética.
Relatórios ESG trazem transparência ambiental e social, mas também ampliam o escopo de asseguração e, portanto, o risco de omissão.
A inteligência artificial, ao mesmo tempo que acelera revisões, pode distorcer interpretações se usada sem supervisão técnica.
A nova matriz de risco combina técnica, tecnologia e ética.
Auditar, hoje, é avaliar também a integridade dos sistemas que produzem os números.
O papel do auditor diante da transformação tecnológica
O auditor contemporâneo precisa atuar como curador de informação.
Não basta aplicar testes — é preciso compreender a origem, a integridade e a rastreabilidade dos dados.
Na prática, isso significa:
A tecnologia não elimina o risco.
Ela o desloca — e exige um novo tipo de vigilância técnica.
ESG e risco reputacional: o novo campo da asseguração
Outro eixo de transformação é o relato de sustentabilidade.
Com as normas IFRS S1 e S2 ganhando corpo, a auditoria passa a lidar com indicadores não financeiros: emissões, diversidade, governança, impacto ambiental.
Esses relatórios não substituem as demonstrações contábeis, eles as expandem. E junto com eles, surgem riscos de outra natureza: reputacional, de integridade de dados e de interpretação pública.
Para o auditor, isso exige equilíbrio: técnica contábil sólida, entendimento regulatório e sensibilidade social.
A reputação, afinal, também é um ativo que pode ser corroído por omissões.
Conclusão
Os riscos emergentes não são apenas ameaças, são alertas de evolução.
Eles mostram que a auditoria não é mais um processo estático, e sim um organismo vivo que aprende junto com o mercado.
Na BSTM, tratamos o risco como matéria-prima da inteligência: algo a ser estudado, mensurado e traduzido em decisão segura.
Porque, no fim, auditar o futuro é entender o presente com profundidade.
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