
A transição energética global avança e o Brasil tem tudo para liderar.
Nos últimos anos, a matriz energética mundial vem se redesenhando.
Enquanto países ainda equilibram sua dependência de combustíveis fósseis, o Brasil desponta como um dos mercados mais promissores em energia limpa — com 93% da geração elétrica proveniente de fontes renováveis, segundo a EPE.
Mas o desafio agora não é apenas produzir energia verde.
É financiar, auditar e comprovar sua sustentabilidade de forma transparente, alinhada às exigências globais de governança e investimento responsável.
O cenário mundial da transição
A Europa e a Ásia aceleram políticas de descarbonização, enquanto os Estados Unidos avançam com incentivos fiscais bilionários.
O Brasil, embora à frente na participação de fontes renováveis, ainda precisa avançar em infraestrutura, transmissão e certificação ESG.
O mercado internacional exige dados auditáveis de impacto ambiental e social, e isso coloca a contabilidade e a asseguração no centro do debate energético.
Não basta gerar energia limpa, é preciso provar, com métricas confiáveis, que ela é realmente sustentável.
A expansão das fontes limpas
A energia solar cresce mais de 40% ao ano no Brasil; a eólica já responde por mais de 15% da matriz.
Novos projetos de hidrogênio verde e biomassa consolidam o país como polo de inovação energética.
Mas a expansão exige maturidade contábil, planejamento financeiro e transparência em contratos de financiamento.
A integração de relatórios ESG (em linha com IFRS S1 e S2) se tornará obrigatória para investidores e órgãos reguladores, impulsionando uma nova era de credibilidade e comparabilidade internacional.
A energia do futuro será limpa, mas o que a tornará confiável será a transparência de seus números.
Conclusão
O Brasil já tem vocação renovável.
O próximo passo é transformar essa vocação em liderança global: unindo técnica, regulação e responsabilidade.
O avanço energético não será apenas tecnológico, mas também contábil: quem mede bem, lidera melhor.
